sexta-feira, 15 de abril de 2011

Vencedores Passatempos - Jessie J e Dulce Maria

Dulce Maria - "Extranjera" - Maria Martins; Patrícia Carvalho e Nicole Santos.

Jessie J - "Who You Are" - Daniela Matias e Joana Cardoso.

Obrigado a todos os que participaram e fiquem atentos a futuros passatempos.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Britney Spears - Till The World Ends


O novo vídeo da princesa da pop!


Entrevista: Cristina Branco

·    O que podemos esperar do seu último álbum “Não Há Só Tangos Em Paris”?
·    Idealmente todos os ouvintes compreenderiam a intenção da pesquisa, da procura poética, mas como normalmente isso não passa de uma ilusão_ todos temos critérios e opiniões divergentes sobre tudo, mais ainda sobre o que é lato e passível de ser criticado _digo apenas que é uma viagem que atravessa o universo do Tango e do Fado e que os aproxima musicalmente e ao nível de conteúdos, e essa viagem reflecte uma outra, paralela, que começa no descontentamento, na procura do mundo novo, e tanto para argentinos como portugueses, esse desassossego é amoroso, lascivo, apaixonado e são sentimentos que se confundem entre a carne e o sangue derramado, como num bom Tango. Há amor, solidão e traição, há desespero e desencontro. Isso é o Fado, como é Tango também.

·    E desse disco qual é a sua canção favorita?
·    Não tenho filhos favoritos. Todas as músicas estão ali porque fazem parte da história que eu quis contar, aquilo que hipoteticamente não resultaria tão bem, ficou de fora. Mas talvez nomeie “A Laurindinha” (João Paulo Esteves da Silva  e Miguel Farias), como o momento entre o arrebatamento e a introspecção, no fundo, a Laurindinha somos nós todos a “espernear” por um mundo interior melhor, a implorar amor e atenção e aqui, o dito “Facebook” (“rabisca amor em cem murais”) é  o oráculo, o “Salvador”.

·    O que difere o “Não Há Só Tangos Em Paris” do seu disco anterior “Kronos”?
·    Começando pelo tema, é tudo diferente. O Kronos é uma mão cheia de cantautores experimentados e bem sucedidos a falarem do seu tempo e das marcas que este lhes impugnou; Não há só Tangos em Paris é mais ufano, mais reflexivo da natureza das nossas emoções e de como a música dos povos e as suas movimentações se unem ou afastam, se reagrupam em momentos distintos historicamente, geograficamente. Não há só Tangos em Paris transpira drama e alegre sensualidade e devolve-nos sentimentos antigos, imagens de outros tempos.

·    Como surgiu a ideia de cantar e gravar em francês?
·    Não sendo a primeira vez (aconteceu em “Corpo Iluminado”_ avec le temps de Leo Férrè e em “Ulisses” _Liberté de Paul Elouard), o “L’Invitation au voyage” (C.Baudelaire) era o poema que faltava para ligar as pontas com o mundo francófono, que atravessava sistematicamente a pesquisa que fui fazendo sobre o Tango e o desenraizamento e fuga para o exílio feita pelos argentinos e que me levava a criar paralelos com o Fado e os fenómenos migratórios portugueses. A música é do João Paulo Esteves e já estava feita foi só adaptá-la à minha voz e ao devir deste disco.

·    Acha que o mercado estrangeiro está hoje em dia mais aberto ao fado e à música portuguesa?
·    Não mais do que há dez anos atrás, talvez a grande diferença daí para cá seja o facto de haver cada vez mais intérpretes, logo mais possibilidades de despertar a atenção do mercado. Além disso, criaram-se as condições favoráveis ao ressurgimento do Fado, que na verdade não morreu, nem sequer estava moribundo, apenas se revestiu de uma modernidade necessária para ser notado nos grandes mercados internacionais e assim poder competir com outros géneros mais vistosos. 

·    Qual a sensação de cantar para uma plateia esgotada, como aconteceu recentemente no São Luiz?
·    É magnífica e felizmente não é uma excepção. É bom saber que o nosso trabalho, o esforço merece o reconhecimento do público.

·    Como descreveria a sua música?
·    É uma música sem espartilhos.

·    Ouve muito fado, ou gosta de outras sonoridades?
·    Ouço pouco Fado, por necessidade de me distanciar, mas ouço bastante outros géneros, dependendo do momento. Coisas muito específicas, gosto de projectos de fusão, Jazz, MPB...

·    O que podemos esperar da Cristina Branco nestes próximos tempos?
·    Muita estrada, as necessárias e exaustivas digressões e reciclagem de temas, outros novos que encadearão necessariamente no que vem de trás. O bom da música é a curiosidade que ela desperta, onde nos leva e o que nos devolve. De mim podem esperar muitas coisas, mas nunca a mediocridade, o desinteresse.

quinta-feira, 31 de março de 2011

sexta-feira, 25 de março de 2011

Discos: Cuca Roseta - "Cuca Roseta"

      ¶ 4/5

Cuca Roseta é a nova sensação do fado. Dona de uma voz serena e cristalina e depois de anos de experiência no mundo da música, tendo sido integrante dos Toranja, Cuca decidiu lançar agora o seu álbum homónimo e só nos deixa a pensar o porquê de só agora!

Produzido pelo aclamado Gustava Santaolalla (responsável pelas oscarizadas bandas sonoras de Brokeback Mountain e Babel) o disco de estreia de Cuca Roseta rege-se por um minimalismo e sinceridade que nos remete ao fado mais tradicional. Por vezes carregado de nostalgia, como é o caso de “Porque Voltas de Que Lei” e “Nos Teus Braços”, Cuca canta o fado de uma forma muito acolhedora. Há vezes também onde nos remete até uma tradicional casa de fado, “Marcha de Santo António” e “Homem Português” como se ali estivéssemos a apreciar o seu talento, ao vivo e a cores. É um disco de fado do mais tradicional possível e com uma leveza única.

Imperdível para todos que gostam do nosso fado e também para quem quer conhecer uma voz inesquecível!


Livros: "Obviamente Mulher" - Filipa Gonçalves



Título: Obviamente Mulher
Autores: Filipa Gonçalves e Maria Carvalho Costa

Editora: Âncora Editora (2010)

Sinopse: “A Filipa, através desta biografia, teve a coragem de nos contar a sua vida, o que se passou desde que se apercebeu da desconexão entre o seu interior e parte do seu exterior. A coragem e a frontalidade de tudo o que sofreu, passou e lutou para atingir o equilíbrio a que tinha direito." Dr. Ângelo Rebelo

Crítica: Escrever uma auto-biografia em tão tenra idade pode ser considerado irresponsável, no entanto no caso de Filipa Gonçalves é algo que se justifica, visto que a modelo já passou muito nos seus poucos anos de idade. Exposta desde muito nova ao mundo da fama, a curiosidade em torno de Filipa pelo facto de ser transexual sempre foi muita e para desmistificar as coisas, a modelo decidiu com a ajuda de uma escritora profissional pôr mãos à obra e escrever a história da sua vida até agora. Com este “Obviamente Mulher” ficamos a conhecer melhor a vida e a mente de uma pessoa transexual e se bem que pode não servir como literatura viciante, pode ser considerado um livro interessante e até necessário para aceitarmos melhor o que muitos ainda não compreendem. Na minha opinião o ponto negativo deste livro é o facto de Maria Carvalho Costa ter tornado o discurso de Filipa Gonçalves demasiado polido e com palavras elaboradas onde não eram necessárias, tirando a naturalidade ao relato. Mais valia a Filipa tê-lo escrito ela própria!
Apesar disso é um livro interessante, para quem tiver curiosidade sobre Filipa Gonçalves e a sua história. É pequeno e lê-se bem, apesar de não deixar grande memória. Gostei, mas recomendo com alguma cautela!