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terça-feira, 14 de agosto de 2012

Livros: "As CInquenta Sombras de Grey" - E. L. James


Título Original: Fifty Shades of Grey (201
Autor: E. L. James
Tradução: Ana Álvares e Leonor Marques
Editora: Lua de Papel (2012)

Sinopse: As Cinquenta Sombras de Grey é um romance obsessivo, viciante e que fica na nossa memória para sempre.

Anastasia Steele é uma estudante de literatura jovem e inexperiente. Christian Grey é o temido e carismático presidente de uma poderosa corporação internacional. O destino levará Anastasia a entrevistá-lo. No ambiente sofisticado e luxuoso de um arranha-céus, ela descobre-se estranhamente atraída por aquele homem enigmático, cuja beleza corta a respiração. Voltarão a encontrar-se dias mais tarde, por acaso ou talvez não. O implacável homem de negócios revela-se incapaz de resistir ao discreto charme da estudante. Ele quer desesperadamente possuí-la. Mas apenas se ela aceitar os bizarros termos que ele propõe... Anastasia hesita. Todo aquele poder a assusta - os aviões privados, os carros topo de gama, os guarda-costas... Mas teme ainda mais as peculiares inclinações de Grey, as suas exigências, a obsessão pelo controlo… E uma voracidade sexual que parece não conhecer quaisquer limites. Dividida entre os negros segredos que ele esconde e o seu próprio e irreprimível desejo, Anastasia vacila. Estará pronta para ceder? Para entrar finalmente no Quarto Vermelho da Dor? As Cinquenta Sombras de Grey é o primeiro volume da trilogia de E. L. James que é já o maior fenómeno literário do ano em todos os países onde foi publicado.”

Opinião: De quando em vez aparece uma nova saga que quebra recordes e que causa um burburinho enorme em todo o mundo. Foi assim comm Harry Potter, foi assim com Twilight e está a ser assim com a trilogia Fifty Shades. Discretamente foi-se tornando um fenómeno à escala mundial, quebrando recordes de vendas que pareciam à partida inquebráveis. A diferença entre este livro e as sagas acima citadas é que o público desta obra é bastante mais restrito, visto tratar-se de um livro erótico e com linguagem bastante adulta. Apesar de ser um romance baseado numa história de amor à partida simples e básica, o que torna esta leitura tão especial é a forma arrojada como a escritora encara o sexo e os seus limites. E apesar de estar a ser rotulado como um livro para mulheres a verdade é que “As Cinquenta Sombras de Grey” é uma história que pode agradar tanto a mulheres como a homens. Agora basta esperar pela publicação por terras lusas dos restantes dois volumes e da tão esperada adaptação cinematográfica. Uma leitura viciante, arrojada e muito quente que não deixará ninguém indiferente! Atrevam-se…

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Livros: "Em Chamas" - Suzanne Collins

Título Original: Catching Fire

Autor: Suzanne Collins

Editora: Editorial Presença

Sinopse:  Depois de no primeiro volume Katniss se oferecer para substituir a irmã mais nova nos Jogos da Fome, que têm como lema «matar ou morrer», contra todas as expectativas, não só Katniss Everdeen venceu os Jogos da Fome, como pela primeira vez na história desta competição dois tributos conseguiram sair da arena com vida. Os dois jovens Katniss e Peeta tornaram-se agora os rostos de uma rebelião que nunca esteve nos seus planos. E o Capitólio não olhará a meios para se vingar… Um ritmo constante de adrenalina numa obra que promete tornar-se uma das leituras mais viciantes do ano

Opinião: Depois de me ter apaixonado por Katniss e a sua malograda história, fui a correr a uma livraria comprar o segundo volume da trilogia. E não estava preparado para ser novamente arrebatado desta maneira!
Apesar de não conter o factor surpresa e de “nunca li nada assim!” do primeiro volume, o enredo está muito bem conseguido, sendo a autora novamente macabra e maldosamente rebuscada no mundo e situações que constrói. E devo dizer que o final deste segundo livro é de cortar a respiração! Leiam esta trilogia, urgentemente!

Livros: "Os Jogos Da Fome" - Suzanne Collins


Título Original: The Hunger Games

Autor: Suzanne Collins

Editora: Editorial Presença

Sinopse: Num futuro pós-apocalíptico, surge das cinzas do que foi a América do Norte Panem, uma nova nação governada por um regime totalitário que a partir da megalópole, Capitol, governa os doze Distritos com mão de ferro. Todos os Distritos estão obrigados a enviar anualmente dois adolescentes para participar nos Jogos da Fome - um espectáculo sangrento de combates mortais cujo lema é «matar ou morrer». No final, apenas um destes jovens escapará com vida… Katniss Everdeen é uma adolescente de dezasseis anos que se oferece para substituir a irmã mais nova nos Jogos, um acto de extrema coragem… Conseguirá Katniss conservar a sua vida e a sua humanidade? Um enredo surpreendente e personagens inesquecíveis elevam este romance de estreia da trilogia Os Jogos da Fome às mais altas esferas da ficção científica.

Opinião: Depois de ler tantas críticas mais que positivas a esta saga e ao saber que a adaptação cinematográfica se aproximava, decidi comprar e exprimentar. Devo dizer que foi amor à primeira página. Katniss tornou-se mais que uma personagem, tornou-se uma amiga e uma figura que gostei imenso e me identifiquei a todos os níveis. O mundo onde se passa este livro é horrível e espectacular ao mesmo tempo e a ideia dos Jogos da Fome é macabro e deliciosamente genial ao mesmo tempo. Sofri até acabar a leitura, mas devo dizer que entrou para o meu top de favoritos. Recomendo vivamente!

terça-feira, 17 de abril de 2012

Livros: Nora Roberts - "Maléfico"

Título Original: Divine Evil (1992)
Autor: Nora Roberts
Editora: Ulisseia (2010)

Sinopse: Um novo romance da escritora mais vendida actualmente nos Estados Unidos. Consagrada internacionalmente, Nora Roberts é autora bestseller em todos os países onde os seus livros são publicados.
Há dez anos atrás a escultora Clare Kimball decidiu deixar Emmitsboro, no Maryland para, literalmente, partir à conquista do mundo da arte. Alguns anos depois tornou-se na mais importante figura artística da sua geração. Mas não há sucesso que possa fazer ignorar os seus pesadelos, nem as memórias que guarda do suicídio do pai. No auge da fama, Clare desiste de tudo para enfrentar os demónios que a perseguem. Quando regressa a Emmitsboro, Clare reencontra Cameron Rafferty, agora o xerife da cidade. Cameron amara Clare durante muito tempo e, agora que ela regressou, cria-se um laço entre os dois que se fortalece a cada dia que passa. Mas o passado acaba por se impor, e vem abalar a cidade com um crime. A investigação policial inicia-se, e tanto Clare como Cameron acabarão por descobrir que o mal pode ocultar-se em todo o lado, mesmo naqueles que mais se ama e em que mais se confia.

Opinião: Começar a ler um livro de Nora Roberts é sempre uma aventura pois a autora muda completamente de ambiente, cenário e personagens de livro para livro. Neste “Maléfico” de 1992, embrenhamo-nos no fascinante mundo da escultura e da arte que se mistura com tenebrosos rituais satânicos. As personagens são cativantes e a história bastante viciante, sempre misturada com paixão e erotismo q.b. Ao longo do livro vão havendo algumas surpresas e página final é um autêntico “piscar de olho” surpreendente com que a autora nos brinda. Nora Roberts conquistou-me mais uma vez!


Discos: Nicki Minaj - "Pink Friday: Roman Reloaded"

                                                               
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Há muito que dizer sobre Nicki Minaj. A rapper que começou a vendar as duas mixtapes nas ruas de Nova Iorque e que hoje em dia é um ícone da moda e colabora com artistas como Madonna ou David Guetta.
Nicki tem visto a sua popularidade crescer sem parar, tornando-a muito mais que uma rapper feminina e fazendo-a competir no mesmo patamar da pop onde anda Lady Gaga, Katy Perry ou Rihanna.
Menos de dois anos depois do seu platinado disco de estreia “Pink Friday”, chega o sucessor “Pink Friday: Roman Reloaded”.
Este é um disco feito para agradar a gregos e troianos, com as suas deliciosas vinte e duas faixas que disparam em todas as direcções. Há rap duro, música dance, pop puro para as rádios, r&b e baladas. Nicki faz rap como niguém mas é também dona de uma voz doce e que serve perfeitamente para cantar. Destaca-se o single “Starships”, um monstro que cheira a praia e a Verão, produzido por RedOne, o produtor de Jennifer Lopez ou Lady Gaga. “Va Va Voom”, uma faixa super cativante e que vai agradar a quem é fã de “Super Bass”. Para os fãs mais hardcore “Beez In The Trap” é a faixa ideal, suja e sensual. As dance “Whip It”, “Automatic”, “Pound The Alarm e “Beautiful Sinner” fazem-nos viajar até Ibiza num segment do disco quase nonstop. O dueto com Chris Brown, “Right By My Side” é um r&b suave e perfeito.
“Pink Friday: Roman Reloaded” é um disco único que em 2012 cimenta Nici Minaj como um dos nomes fortes do panorama internacional e tornando-a definitivamente a superstar mais quente do momento. Ouçam sem medos!


terça-feira, 3 de abril de 2012

Discos: Madonna - "M.D.N.A."

                                                                                



Depois de em 2008 ter mergulhado no hip-hop com ajuda de Timbaland e Pharrell Williams em “Hard Candy”, Madonna regressa agora às pistas de dança com o seu novo disco “M.D.N.A.”. Acompanhada pelo seu já conhecido William Orbit e trabalhando com novas caras, como já é seu apanágio, tais como Martin Solveig ou Nicki Minaj. Madonna reinventa-se mais uma vez e aos 53 anos lança um dos discos mais viciantes da sua longa carreira.

“Girl Gone Wild” é o tema de abertura, produzido por Benni Benassi este tema apesar de ligeiramente parecido com o remix do mesmo produtor para “Celebration” ganha pela sua sensualidade, erotismo e club-appeal. “Gang Bang” é uma das melhores faixas do disco. Suja, violenta e com dubstep pelo meio. “I’m Addicted” é tão viciante como uma droga e mega electrónica. “Turn Up The Radio” é quase uma continuação do hit “Hello” de Martin Solveig, na voz de Madonna. “Give Me All Your Luvin’” é um flirt jovem com M.I.A. e Nicki Minaj. “Some Girls” é para explodir o sistema de som e ficar a querer mais. “Superstar” tem um q.b. de infatilidade e anos 80 e é a faixa mais doce do disco. Em “I Don’t Give A” Madonna faz rap sobre a sua antiga vida de casada e Nicki Minaj rouba o spotlight com o seu rap bombástico. “I’m A Sinner” recria a magia de “Beautiful Stranger” de 1999. Na nona faixa chega um dos destaques do disco. “Love Spent” é magistral, electronicamente sedutora e inspirada. “Masterpiece” dispensa apresentações visto que ganhou um Globo de Ouro para melhor canção do ano e “Falling Free” é o momento mais calmo do disco, mostrando a vulnerabilidade de Madonna. Destaque ainda para as faixas da Deluxe Edition que complementam de forma impecável o disco principal.

Um disco que prova que Madonna não vai a lado nenhum nos próximos tempos. Tal como diz Minaj em “I Don’t Give A”: “There’s only one Queen, and that’s Madonna, bitch!”

Viciante!

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Livros: "O Príncipe da Neblina" - Carlos Ruiz Záfon


Titulo Original: El Príncipe de la Niebla (1993)
Autor: Carlos Ruiz Zafón

Tradução: Maria do Carmo Abreu

Editora: Editorial Planeta (2011)


Sinopse: O primeiro livro da trilogia Nebilna.

Um diabólico príncipe que tem a capacidade de conceder e realizar qualquer desejo... a um preço muito elevado.
O novo lar dos Carver, numa remota aldeia da costa sul inglesa, está rodeado de mistério. Respira-se e sente-se a presença do espírito de Jacob, o filho dos antigos donos, que morreu afogado.
As estranhas circunstâncias dessa morte só se começam a perceber à medida que os jovens Max, a irmã Alicia e o amigo Roland vão descobrindo factos muito perturbadores sobre uma misteriosa personagem de seu nome… o Príncipe da Neblina.



Opinião: Ler um livro de Zafón é sempre um enorme prazer. Há qualquer coisa na sua escrita que é mágico e quase hipnótico e com este pequeno livro não é diferente. Apesar de bastante diferente dos seus livros anteriores ambientados numa Barcelona misteriosa, esta história passa-se num ambiente mais austero e menos rico, mas que não deixa por isso de ser interessante e por vezes até triste. O autor diz que este livro é para um público mais jovem, no entanto apesar do sentimento de aventura que pauta a narrativa “O Principe da Neblina” é um livro bastante melancólico, misterioso e que nos deixa um pouco devastados no final. Aconselho vivamente. Carlos Ruiz Záfon é um autor imperdível!


quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Discos: Joe Jonas - "Fastlife"


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Joe Jonas é talvez o membro mais emblemático e carismático da banda fenómeno Jonas Brothers e seguindo as pisadas do seu irmão Nick Jonas, decidiu-se a aventurar numa carreira solo. Mas ao contrário de Nick, Joe Jonas decidiu por um rumo e sonoridade totalmente diferente da que os seus fãs estavam habituados. Abandonando o pop-rock, Joe Jonas mergulha de cabeça nas sonoridades dance e urban, criando “Fastlife” um disco agressivo e que podia vir do catálogo de Justin Timberlake ou Usher. Trabalhando com produtores de renome como Danja ou o cantor Chris Brown, Joe Jonas cria uma atmosfera sonora totalmente digital e suja, que não nos deixa indiferentes. “Love Slayer” é frenética, “Just In Love” é aquela música que aptece ouvir vezes sem conta, “See No More” é um mid-tempo com uma vibe dark, “Kleptomaniac” é um hit instântaneo. Não há faixas más e o disco como um todo é um trabalho bastante coeso e com produções eximias e deixa-nos bastante ansiosos para ver o que Joe Jonas vai fazer a seguir, pois com o seu disco de estreia o jovem cantor acertou em cheio!


Discos: Justin Bieber - "Under The Mistletoe"

  
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Justin Bieber dispensa apresentações. Detentor de vários recordes mundiais, a estrela teenager é um caso raríssimo de sucesso no panorama musical actual. E com a aproximação das épocas festivas nada melhor do que lançar um disco de Natal. Intitulado “Under The Mistletoe” o trabalho mistura músicas com temáticas e característicos sons de Natal com uma vibe R&B. Com convidados tão ilustres quanto Usher ou Mariah Carey este disco não é só mais um disco com canções para ouvir durante esta época, é uma evolução para Justin Bieber que a cada novo lançamento soa melhor. O CD está cuidadosamente bem produzido e tem como destaques o single “Mistletoe”, uma canção despretensiosa ao melhor estilo de Jason Mraz; “Drummer Boy” uma alucinante canção com a participação de Busta Rhymes ou o cover do maior sucesso natalino de sempre, “All I Want For Christmas” com a própria dona da canção original, Mariah Carey.
Este é um disco que dá imenso prazer de ouvir e que tal como Justin Bieber disse é apenas uma preparação para o que aí vem em 2012, altura em que a mega estrela lança o seu próximo disco de originais intitulado de “Believe”.


terça-feira, 4 de outubro de 2011

Livros: "Eternidade" de Alyson Nöel

Titulo Original:  Evermore (2009)
Autor: Alyson Nöel
Tradução: Pedro Garcia Rosado
Editora: Gailivro (2010)

Sinopse: “Entrem num mundo encantador onde o verdadeiro amor nunca morre... Depois de um terrível acidente que lhe matou a família, Ever Bloom, de dezasseis anos, consegue ver as auras das pessoas que a rodeiam, ouvir os seus pensamentos e conhecer a história da vida de qualquer pessoa através de um simples toque. Desviando-se, sempre que possível, no sentido de evitar qualquer contacto humano e de esconder esses dons, Ever é vista como uma anormal na escola secundária à qual regressa. Mas tudo muda, quando conhece Damen Auguste. Damen é encantador, exótico e rico. E é a única pessoa que consegue silenciar o ruído e as manifestações de energia que invadem a cabeça de Ever. Ele transporta uma magia tão intensa que parece conseguir ler a alma de Ever. À medida que Ever é arrastada para o sedutor mundo de Damen, onde abundam os segredos e os mistérios, começam a surgir-lhe mais perguntas do que respostas. Além de que não faz ideia de quem realmente é... ou daquilo que é. Apenas sabe que se está a apaixonar desesperadamente.”

Opinião: “Eternidade” de Alyson Nöel surge na vaga de romances teenagers paranormais começada por Stephenie Meyer em Twilight. De facto as semelhanças são visíveis, mas “Eternidade” não envolve vampiros, mas sim imortais. Sendo o primeiro volume de uma saga, “Eternidade” não desenvolve muito, deixando-nos deveras curioso pelos próximos volume. Altamente viciante e sexy, “Os Imortais” é uma saga a acompanhar!


quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Livros: "Telefonema 41" - Paulo Jorge Neves

Titulo: Telefonema 41 – Na Pista Do Violador De Telheiras
Autor: Paulo Jorge Neves
Editora: Oficina do Livro


Sinopse: “O maior predador sexual de que há memória em Portugal abusou de onze raparigas entre os 14 e os 22 anos e tentou fazer o mesmo a outras três que, no entanto, conseguiram escapar do criminoso que ficou para a história como o Violador de Telheiras. Henrique, um homem de aspecto normal e boa reputação entre vizinhos, colegas e conhecidos, dizia à sua noiva que ia ao ginásio antes de partir à caça das suas vítimas, quase sempre à terça-feira, espalhando o terror nos arredores de Lisboa. Primeiro em Telheiras, depois Alfragide, Linda-a-Velha e Oeiras. Começou por atacar de cara destapada e só usou passa-montanhas quando percebeu que a Polícia Judiciária andava no seu encalço. Não seria uma perseguição fácil para os polícias, como se demonstra neste relato magistral que nos transporta, com sentido de pormenor e rigor, para os bastidores da investigação. A 2.ª Secção dos Crimes Sexuais da PJ precisou de quase três anos para apanhar este jovem engenheiro, calculista, minucioso e com o cadastro limpo, que se confundia na multidão da grande cidade. Até que a divulgação pública do seu retrato-robô, uma das numerosas diligências da polícia, levou uma mulher sob anonimato a ligar para os investigadores e a denunciá-lo: foi o decisivo Telefonema 41.

Opinião: Este livro não é um romance, é um retrato fiel e cru de um dos criminosos que mais chocou o nosso país e que foi presença assídua na comunicação social nos últimos tempos. O que mais me choca neste livro é perceber que uma pessoa dita normal, igual a tantas outras que cruzamos na rua diariamente pode esconder segredos monstruosos e ser um monstro no verdadeiro sentido da palavra. Neste curto livro temos o relato directo e assustador dos crimes de Henrique Sotero e da investigação que a PJ levou a cabo durante vários anos até o conseguir capturar. Não é um livro para qualquer pessoa, mas é sem dúvida um livro interessante e que nos deixa com um sabor amargo e extremamente chocados. A realidade por vezes é muito mais violenta que na ficção!


segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Livros: "Adrenalina" - Jeff Abbott

Título Original: Adrenaline
Autor: Jeff Abbott
Tradução: Helena Serrano
Editora: Civilização Editora (2011)

Sinopse: “Sam Capra está a viver a vida dos seus sonhos. Um jovem americano em Londres, tem um apartamento perfeito, um emprego perfeito na CIA e uma esposa perfeita, Lucy, que está grávida de sete meses do seu primeiro filho. 
Mas, num dia de sol, tudo se desmorona. Sam recebe uma chamada de Lucy enquanto está a trabalhar. Ela diz-lhe para sair imediatamente do edifício. Ele sai momentos antes de o edifício explodir, matando todos os que estão lá dentro. Lucy desaparece e Sam acorda numa cela de prisão. Porque é que Lucy lhe telefonou? Seria ela uma esposa apaixonada ou uma agente inimiga? O seu filho, que ainda não nasceu, estará a salvo? 
Com a adrenalina a correr-lhe nas veias, Sam entra numa corrida frenética para salvar a vida e descobrir a verdade sobre aqueles que pensava conhecer tão bem.

Opinião: Ler um livro de Jeff Abbott é sempre uma experiência agradável. Dotado de um raro dom para escrever thrillers de acção quase cinematográficos, este autor apresenta-nos livros cheios de acção rápida e com constantes reviravoltas. “Adrenalina” é exactamente isso, um livro que apesar de volumoso e com quase quinhentas páginas deixa-nos sempre com vontade de ler a próxima página até chegar ao fim. Portanto se gosta de livros que envolvem agências secretas, tiroteios, perseguições e reviravoltas, este thriller de Jeff Abbott é para si! Um livro imperdível!


segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Livros: "Pecados Na Noite" - Sherrilyn Kenyon

Título Original: Sins of the Night (2005)
Autor: Sherrilyn Kenyon
Tradução: Eduardo Fernandes
Editora: Chá das Cinco (2011)

Sinopse: “No universo dos Predadores da Noite existe um código de honra que até os imortais mais ousados devem seguir: Não magoar humanos. Não beber sangue. Nunca se apaixonar. Mas, de vez em quando, um Predador parece achar-se acima do código. É nessa altura que sou chamado. Quem sou eu? Sou a fúria que terá de enfrentar. Nada me pode tocar. Nada me pode deter. Sou implacável e insensível.
Ou assim pensava eu, até me cruzar com uma Predadora da Noite conhecida como Danger - e não o é apenas no nome, mas na forma como vive a vida. Não confia em mim. E quem sou eu para censurá-la? Apenas ela sabe que estou aqui para julgar, sentenciar e, muito provavelmente, executar os seus amigos.
Danger St. Richard é uma distração fatal. Algo nela conseguiu despertar um coração que eu julgava morto para sempre. Nesta corrida contra o mal, a única esperança da Humanidade é que eu cumpra o meu dever. Mas como poderei fazê-lo se isso significa sacrificar a única mulher que alguma vez amei?

Opinião: Ler um livro novo de Sherrilyn Kenyon é sempre um enorme prazer e graças à constante publicação de livros da autora em Portugal, nunca ficamos sem histórias dos Predadores da Noite por muito tempo. Neste “Pecados na Noite” a autora apresenta-nos uma história simples, mas que vem acrescentar alguns pontos interessantes e responder a questões que os volumes anteriores deixaram em aberto. A escrita é subtil, simples e ardente como sempre e as cenas românticas e eróticas deixam-nos sempre satisfeitos, fazendo-nos ficar com apego às personagens (gostei imenso de poder conhecer o ponto de vista de uma Predadora do sexo feminino!), aos seus sentimentos e vivências pessoais. Recomendo sem qualquer restrição, assim como qualquer outro dos volumes já publicados da saga “Predador da Noite”.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Discos: "When The Sun Goes Down" - Selena Gomez & The Scene

                                      4/5

Selena Gomez, apesar da tenra idade já dispensa apresentações. “When The Sun Goes Down” é já o seu terceiro disco e aquele que a vem estabelecer como uma das forças maiores da pop norte-americana.

O disco abre com o segundo single “Like A Love Song”, uma pérola dance-pop que quase nos deixa hipnotizado com a voz profunda e madura de Selena, que canta sobre um grande amor por cima de uma parafernália de sintetizadores bem domados. “Bang Bang” é uma ode a um rapaz que é melhor que o seu ex-namorado, é divertida e acelerada e prova que Selena Gomez já não é nenhuma criança. “Who Says” vê a cantora a regressar às suas raízes pop-rock, abandonando por um pouco a dance music. Este é o primeiro single do disco e aquele que Selena diz ser a canção que ela e os seus fãs precisavam para se sentir bem na sua própria pele, é um hino á beleza interior e à igualdade. “We Own The Night” é um dueto  com a britânica Pixie Lott e inesperadamente as suas vozes combinam de forma perfeita tornando esta música muito melodiosa. “Hit The Lights” é mais uma faixa de celebração da vida e de festa e mais uma que prova que Selena sente-se como peixe na água dentro da música de dança. “Whiplash” foi escrita por Britney Spears e dada a Selena para este seu novo disco e é uma canção irreverente e adulta que não deixa ninguém indiferente. Destaque também para as poderosas “Outlaw”, “Middle Of Nowhere” e “That’s More Like It”, esta última escrita por Katy Perry.

Este é um disco que pega no ponto onde o anterior “A Year Without Rain” tinha ficado, uma mistura de ritmos e melodias onde predomina a irreverência da dance e onde a voz de Selena se faz acompanhar das melhores e mais modernas produções. É um disco muito agradável e que nos deixa curiosos para o que Selena Gomez vai fazer a seguir no competitivo mundo da Pop.


terça-feira, 28 de junho de 2011

Discos: "Matthew Morrison" - Matthew Morrison

                                                                       3/5

Matthew Morrisson ficou mundialmente conhecido pelo seu papel na série fenómeno Glee. E porque não aproveitar essa oportunidade para lançar um disco? Pois bem, Matthew Morrisson aproveitou essa oportunidade e assim nos chego o seu disco homónimo.

O disco abre com o seu single de estreia “Summer Rain”, uma canção pop despretensiosa, com sabor a verão tal como diz o título e que poderia ser uma canção de Jason Mraz ou algum cantor do mesmo género. “Still Got Tonight” é talvez a canção mais épica e brilhante do disco, e tem tudo para se tornar um single de sucesso nas rádios de todo o mundo. O dueto com Gwineth Paltrow no tema “Somewhere Over The Rainbow” é delicioso e deixa-nos com vontade de ter um disco da actriz. No disco há também um dueto com Elton John e outro com Sting.

No entanto o resto do disco não nos deixa grande marca, apesar de agradar aos milhares de fãs da série Glee. Matthew tem uma voz extremamente radiofónica e uma imagem que  vale milhões, mas neste disco faltou um Q.B. de risco e atitude. No entanto é um disco de audição fácil e que nos deixa com um sorriso nos lábios!


quarta-feira, 22 de junho de 2011

Livros: "Sonha" - Lisa McMann

Título Original: Wake (2008)
Autor: Lisa McMann
Tradução: Maria Amélia Pedrosa
Editora: Everest (2011)

Sinopse: Primeiro livro da trilogia Caçadora de sonhos, bestseller do New York Times!
Janie é uma jovem que tem um poder perturbador: involuntariamente, entra nos sonhos e nos pesadelos das outras pessoas, descobrindo segredos que preferia não conhecer... “


Opinião: “Os teus sonhos não são teus…”
Há bastante tempo que ouvia falar desta trilogia, “A Caçadora de Sonhos” de Lisa McMann, por isso foi com bastante agrado que iniciei a sua leitura. Ao princípio estranha-se por não ser um livro escrito de forma convencional, com a sua narrativa divida por horas e com bastantes espaços temporais. Não há descrições muito profundas, nem capítulos longos, o que faz deste livro um completo vício de consumo rápido. Um dos pontos altos é as descrições dos sonhos, estranhos e sombrios e que por vezes nos recordam os nossos próprios sonhos. A história é super original e a personagem principal Janie torna-se uma espécie de nossa amiga que nos faz sofrer com a sua vida e conquistas. Para mim o único ponto fraco deste livro é ser tão curto, visto que é tão bom e original. Apesar de ser uma obra de fantasia urbana, não está exagerado e há um lado negro no livro que o torna muito apetecível. Eu pessoalmente fiquei a salivar pelo próximo livro desta saga e não posso deixar de vos recomendar. Sem dúvida um dos melhores e mais originais lançamentos de 2011!


quinta-feira, 16 de junho de 2011

Livros: "Nudez Mortal" - J.D. Robb

Título Original: Naked In Death (1995)
Autor: J.D. Robb
Tradução: Susana Serrão
Editora: Saída de Emergência – Edições Chá das Cinco (2008)

Sinopse: “Eve Dallas é tenente da polícia de Nova York e persegue um assassino implacável. Em mais de dez anos de profissão, ela já viu tudo — e sabe que a sua sobrevivência depende do seu instinto. E é precisamente esse instinto que ela tem de ignorar quando se envolve com Roarke, um bilionário irlandês, principal suspeito na investigação de Eve. Mas a paixão e a sedução têm as suas próprias regras e só depende de Eve arriscar- -se ou não nos braços de um homem sobre o qual nada sabe, excepto que deseja loucamente a sua companhia... e tudo o que isso acarreta!”

Opinião:  J.D. Robb é um pseudónimo de Nora Roberts, já isso poderia ser motivo suficiente para nos fazer pegar neste livro, mas a verdade é que há muito mais do que um simples livro de Nora Roberts na saga “In Death”. “Nudez Mortal” é o seu primeiro volume, onde ficamos a conhecer Eve Dallas, a protagonista desta saga. Ambientado num futuro tecnologicamente avançado, “Nudez Mortal” é um policial cheio de segredos e reviravoltas. Claro que também existe uma história de amor, não fosse isto afinal de contas um livro Nora Roberts. Roarke é o galã da saga, um cavalheiro irlandês que pretende dar a volta à cabeça e investigações de Eve.
Sem momentos mortos, o livro desenrola-se a um bom ritmo, com descrições de um mundo futurista muito interessantes. Sem dúvida um excelente começo para esta série e que me deixa bastante entusiasmado para prosseguir com a sua leitura. Recomendo não só para quem gosta da escritora mas também para quem aprecia um bom policial!


terça-feira, 14 de junho de 2011

Livros: "A Mentira Sagrada" - Luís Miguel Rocha

Título: A Mentira Sagrada
Autor: Luís Miguel Rocha
Editora: Porto Editora (2011)

Sinopse:Será que Jesus foi mesmo crucificado?
Terá tudo acontecido como a Bíblia descreve?

Na noite da sua eleição para o Trono de São Pedro, o Papa Bento XVI, como todos os seus antecessores, tem de ler um documento antigo que esconde o segredo mais bem guardado da História - a Mentira Sagrada.
Em Londres, um Evangelho misterioso na posse de um milionário israelita contém informações sobre esse segredo. Se cair nas mãos erradas pode revelar ao mundo uma verdade chocante.
Rafael, um agente do Vaticano, é enviado para investigar o Evangelho... e descobre algo que pode abalar não só a sua fé mas também os pilares da Igreja Católica.
Que segredos guardará o Papa? E que verdade esconde o misterioso Evangelho?

Opinião: “A Mentira Sagrada” é o terceiro thriller religioso do português Luís Miguel Rocha. Nele voltamos a encontrar personagens já conhecidas de “O Último Papa” e de “Bala Santa”.
Desta vez o que está em causa é um segredo milenar acerca das origens e morte de Jesus Cristo. Como de costume Luís Miguel Rocha dá-nos uma narrativa rápida e dinâmica com reviravoltas constantes e capítulos não muito longos. Os assuntos e os factos são realmente interessantes, apesar de por vezes ficarmos confusos e perdidos com tantas informações e personagens diferentes. Apesar disso “A Mentira Sagrada” é um livro viciante de leitura rápida e que nos deixar ansiosos por mais uma aventura religiosa de Luís Miguel Rocha sobre os meandros do Vaticano.


Livros: "Inocência Perdida" - Nora Roberts

Título Original: Carnal Innocence (1992)
Autor: Nora Roberts
Tradução: Eduardo Fernandes
Editora: Edições Chá Das Cinco - Uma Chancela da Saída de Emergência (2011)

Sinopse: “Na pequena cidade de Innocence, no Mississípi, os dias são compridos, as noites perfumadas e os segredos difíceis de preservar. Mas quando um assassino brutal ceifa as vidas das mulheres mais bonitas do local, amigos e vizinhos são obrigados a perguntar-se se se trata de um estranho à espreita no pântano... ou de alguém mesmo ali ao lado. 
Esgotada por uma carreira frenética como violinista, Caroline Waverly chega a Innocence na esperança de que a casa da sua falecida avó lhe providencie a tranquilidade de que tanto precisa. Mas Innocence tem algo mais para lhe oferecer: o bonito e encantador Tucker Longstreet. Tucker é conhecido pelos seus romances curtos e superficiais. Mas quando vê Caroline sente que ela é diferente de todas as mulheres que conheceu. A reservada violinista também sente uma excitação inesperada ao pé dele, mas quando descobre a terceira vítima nas águas pantanosas por trás da sua casa e Tucker é considerado o principal suspeito, o seu caso de Verão pode transformar-se num caso de… vida ou morte.

Opinião: Muito há a dizer sobre a extraordinária carreira literária de Nora Roberts. Os seus livros vendem como água no deserto e a escritora e a sua editora em Portugal mantêm um ritmo de publicações bastante frequente, o que é óptimo para os leitores.
Em “Inocência Perdida”, Nora Roberts brinda-nos com mais um romance de mistério passado na década de noventa, numa pequena terra do Sul dos E.U.A. São abordados temas como o racismo ou as raízes familiares e mais uma vez a escritora deixa-nos agarrados à narrativa, com as suas personagens tão humanas e reais. Para alem disso a reviravolta final é de deixar cair o livro das mãos e deixa-nos a salivar por mais livros de Nora Roberts, urgentemente! Recomendo vivamente!


terça-feira, 31 de maio de 2011

Discos: Jamie Woon - "Mirrorwriting"

    ¶ 4/4

Jamie Woon é uma das novas promessas de 2011. Com 28 anos, este rapaz inglês (que escreve e produz todas as suas músicas) é dono de uma podersa e hipnotizante voz soul. E hipnotizante é mesmo o melhor termo para descrever o seu disco de estreia, intitulado “Mirrorwriting”.

O disco abre com o single de estreia, a misteriosa e nocturna “Night Air”, uma faixa de arrepiar que com a sua batida r&b acompanhada da voz de Jamie nos faz sonhar e pensar que nunca ouvimos nada igual. É fantástica! Em “Street” encontramos algumas semelhanças com outra das revelações deste ano James Blake, visto que os dois vão buscar inspiração ao dubstep e a toda aquela magia das produções computorizadas. “Lady Luck” é mais mainstream, e quase que poderia ser uma faixa de Justin Timberlake. É com esta música que Jamie Woon prova que pode alcançar vários tipos de públicos e mercados. “Shoulda” é quase uma continuação menos negra de “Night Air”. Deliciosa! Em “Middle” a batida é quase de hip-hop. Em “Spiral” relembra-nos a sonoridade de Zero 7.

É um álbum bastante coeso, com um esqueleto que se desenvolve para vários estilos mas sem nunca perdendo a sua essência misteriosa, soul e sensual! Jamie Woon está de parabéns e esperam-se grandes feitos deste rapaz! Ouçam sem medos e deixem-se encantar!