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terça-feira, 17 de abril de 2012

Discos: Nicki Minaj - "Pink Friday: Roman Reloaded"

                                                               
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Há muito que dizer sobre Nicki Minaj. A rapper que começou a vendar as duas mixtapes nas ruas de Nova Iorque e que hoje em dia é um ícone da moda e colabora com artistas como Madonna ou David Guetta.
Nicki tem visto a sua popularidade crescer sem parar, tornando-a muito mais que uma rapper feminina e fazendo-a competir no mesmo patamar da pop onde anda Lady Gaga, Katy Perry ou Rihanna.
Menos de dois anos depois do seu platinado disco de estreia “Pink Friday”, chega o sucessor “Pink Friday: Roman Reloaded”.
Este é um disco feito para agradar a gregos e troianos, com as suas deliciosas vinte e duas faixas que disparam em todas as direcções. Há rap duro, música dance, pop puro para as rádios, r&b e baladas. Nicki faz rap como niguém mas é também dona de uma voz doce e que serve perfeitamente para cantar. Destaca-se o single “Starships”, um monstro que cheira a praia e a Verão, produzido por RedOne, o produtor de Jennifer Lopez ou Lady Gaga. “Va Va Voom”, uma faixa super cativante e que vai agradar a quem é fã de “Super Bass”. Para os fãs mais hardcore “Beez In The Trap” é a faixa ideal, suja e sensual. As dance “Whip It”, “Automatic”, “Pound The Alarm e “Beautiful Sinner” fazem-nos viajar até Ibiza num segment do disco quase nonstop. O dueto com Chris Brown, “Right By My Side” é um r&b suave e perfeito.
“Pink Friday: Roman Reloaded” é um disco único que em 2012 cimenta Nici Minaj como um dos nomes fortes do panorama internacional e tornando-a definitivamente a superstar mais quente do momento. Ouçam sem medos!


terça-feira, 3 de abril de 2012

Discos: Madonna - "M.D.N.A."

                                                                                



Depois de em 2008 ter mergulhado no hip-hop com ajuda de Timbaland e Pharrell Williams em “Hard Candy”, Madonna regressa agora às pistas de dança com o seu novo disco “M.D.N.A.”. Acompanhada pelo seu já conhecido William Orbit e trabalhando com novas caras, como já é seu apanágio, tais como Martin Solveig ou Nicki Minaj. Madonna reinventa-se mais uma vez e aos 53 anos lança um dos discos mais viciantes da sua longa carreira.

“Girl Gone Wild” é o tema de abertura, produzido por Benni Benassi este tema apesar de ligeiramente parecido com o remix do mesmo produtor para “Celebration” ganha pela sua sensualidade, erotismo e club-appeal. “Gang Bang” é uma das melhores faixas do disco. Suja, violenta e com dubstep pelo meio. “I’m Addicted” é tão viciante como uma droga e mega electrónica. “Turn Up The Radio” é quase uma continuação do hit “Hello” de Martin Solveig, na voz de Madonna. “Give Me All Your Luvin’” é um flirt jovem com M.I.A. e Nicki Minaj. “Some Girls” é para explodir o sistema de som e ficar a querer mais. “Superstar” tem um q.b. de infatilidade e anos 80 e é a faixa mais doce do disco. Em “I Don’t Give A” Madonna faz rap sobre a sua antiga vida de casada e Nicki Minaj rouba o spotlight com o seu rap bombástico. “I’m A Sinner” recria a magia de “Beautiful Stranger” de 1999. Na nona faixa chega um dos destaques do disco. “Love Spent” é magistral, electronicamente sedutora e inspirada. “Masterpiece” dispensa apresentações visto que ganhou um Globo de Ouro para melhor canção do ano e “Falling Free” é o momento mais calmo do disco, mostrando a vulnerabilidade de Madonna. Destaque ainda para as faixas da Deluxe Edition que complementam de forma impecável o disco principal.

Um disco que prova que Madonna não vai a lado nenhum nos próximos tempos. Tal como diz Minaj em “I Don’t Give A”: “There’s only one Queen, and that’s Madonna, bitch!”

Viciante!

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Discos: Joe Jonas - "Fastlife"


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Joe Jonas é talvez o membro mais emblemático e carismático da banda fenómeno Jonas Brothers e seguindo as pisadas do seu irmão Nick Jonas, decidiu-se a aventurar numa carreira solo. Mas ao contrário de Nick, Joe Jonas decidiu por um rumo e sonoridade totalmente diferente da que os seus fãs estavam habituados. Abandonando o pop-rock, Joe Jonas mergulha de cabeça nas sonoridades dance e urban, criando “Fastlife” um disco agressivo e que podia vir do catálogo de Justin Timberlake ou Usher. Trabalhando com produtores de renome como Danja ou o cantor Chris Brown, Joe Jonas cria uma atmosfera sonora totalmente digital e suja, que não nos deixa indiferentes. “Love Slayer” é frenética, “Just In Love” é aquela música que aptece ouvir vezes sem conta, “See No More” é um mid-tempo com uma vibe dark, “Kleptomaniac” é um hit instântaneo. Não há faixas más e o disco como um todo é um trabalho bastante coeso e com produções eximias e deixa-nos bastante ansiosos para ver o que Joe Jonas vai fazer a seguir, pois com o seu disco de estreia o jovem cantor acertou em cheio!


Discos: Justin Bieber - "Under The Mistletoe"

  
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Justin Bieber dispensa apresentações. Detentor de vários recordes mundiais, a estrela teenager é um caso raríssimo de sucesso no panorama musical actual. E com a aproximação das épocas festivas nada melhor do que lançar um disco de Natal. Intitulado “Under The Mistletoe” o trabalho mistura músicas com temáticas e característicos sons de Natal com uma vibe R&B. Com convidados tão ilustres quanto Usher ou Mariah Carey este disco não é só mais um disco com canções para ouvir durante esta época, é uma evolução para Justin Bieber que a cada novo lançamento soa melhor. O CD está cuidadosamente bem produzido e tem como destaques o single “Mistletoe”, uma canção despretensiosa ao melhor estilo de Jason Mraz; “Drummer Boy” uma alucinante canção com a participação de Busta Rhymes ou o cover do maior sucesso natalino de sempre, “All I Want For Christmas” com a própria dona da canção original, Mariah Carey.
Este é um disco que dá imenso prazer de ouvir e que tal como Justin Bieber disse é apenas uma preparação para o que aí vem em 2012, altura em que a mega estrela lança o seu próximo disco de originais intitulado de “Believe”.


quinta-feira, 30 de junho de 2011

Discos: "When The Sun Goes Down" - Selena Gomez & The Scene

                                      4/5

Selena Gomez, apesar da tenra idade já dispensa apresentações. “When The Sun Goes Down” é já o seu terceiro disco e aquele que a vem estabelecer como uma das forças maiores da pop norte-americana.

O disco abre com o segundo single “Like A Love Song”, uma pérola dance-pop que quase nos deixa hipnotizado com a voz profunda e madura de Selena, que canta sobre um grande amor por cima de uma parafernália de sintetizadores bem domados. “Bang Bang” é uma ode a um rapaz que é melhor que o seu ex-namorado, é divertida e acelerada e prova que Selena Gomez já não é nenhuma criança. “Who Says” vê a cantora a regressar às suas raízes pop-rock, abandonando por um pouco a dance music. Este é o primeiro single do disco e aquele que Selena diz ser a canção que ela e os seus fãs precisavam para se sentir bem na sua própria pele, é um hino á beleza interior e à igualdade. “We Own The Night” é um dueto  com a britânica Pixie Lott e inesperadamente as suas vozes combinam de forma perfeita tornando esta música muito melodiosa. “Hit The Lights” é mais uma faixa de celebração da vida e de festa e mais uma que prova que Selena sente-se como peixe na água dentro da música de dança. “Whiplash” foi escrita por Britney Spears e dada a Selena para este seu novo disco e é uma canção irreverente e adulta que não deixa ninguém indiferente. Destaque também para as poderosas “Outlaw”, “Middle Of Nowhere” e “That’s More Like It”, esta última escrita por Katy Perry.

Este é um disco que pega no ponto onde o anterior “A Year Without Rain” tinha ficado, uma mistura de ritmos e melodias onde predomina a irreverência da dance e onde a voz de Selena se faz acompanhar das melhores e mais modernas produções. É um disco muito agradável e que nos deixa curiosos para o que Selena Gomez vai fazer a seguir no competitivo mundo da Pop.


terça-feira, 28 de junho de 2011

Discos: "Matthew Morrison" - Matthew Morrison

                                                                       3/5

Matthew Morrisson ficou mundialmente conhecido pelo seu papel na série fenómeno Glee. E porque não aproveitar essa oportunidade para lançar um disco? Pois bem, Matthew Morrisson aproveitou essa oportunidade e assim nos chego o seu disco homónimo.

O disco abre com o seu single de estreia “Summer Rain”, uma canção pop despretensiosa, com sabor a verão tal como diz o título e que poderia ser uma canção de Jason Mraz ou algum cantor do mesmo género. “Still Got Tonight” é talvez a canção mais épica e brilhante do disco, e tem tudo para se tornar um single de sucesso nas rádios de todo o mundo. O dueto com Gwineth Paltrow no tema “Somewhere Over The Rainbow” é delicioso e deixa-nos com vontade de ter um disco da actriz. No disco há também um dueto com Elton John e outro com Sting.

No entanto o resto do disco não nos deixa grande marca, apesar de agradar aos milhares de fãs da série Glee. Matthew tem uma voz extremamente radiofónica e uma imagem que  vale milhões, mas neste disco faltou um Q.B. de risco e atitude. No entanto é um disco de audição fácil e que nos deixa com um sorriso nos lábios!


terça-feira, 31 de maio de 2011

Discos: Jamie Woon - "Mirrorwriting"

    ¶ 4/4

Jamie Woon é uma das novas promessas de 2011. Com 28 anos, este rapaz inglês (que escreve e produz todas as suas músicas) é dono de uma podersa e hipnotizante voz soul. E hipnotizante é mesmo o melhor termo para descrever o seu disco de estreia, intitulado “Mirrorwriting”.

O disco abre com o single de estreia, a misteriosa e nocturna “Night Air”, uma faixa de arrepiar que com a sua batida r&b acompanhada da voz de Jamie nos faz sonhar e pensar que nunca ouvimos nada igual. É fantástica! Em “Street” encontramos algumas semelhanças com outra das revelações deste ano James Blake, visto que os dois vão buscar inspiração ao dubstep e a toda aquela magia das produções computorizadas. “Lady Luck” é mais mainstream, e quase que poderia ser uma faixa de Justin Timberlake. É com esta música que Jamie Woon prova que pode alcançar vários tipos de públicos e mercados. “Shoulda” é quase uma continuação menos negra de “Night Air”. Deliciosa! Em “Middle” a batida é quase de hip-hop. Em “Spiral” relembra-nos a sonoridade de Zero 7.

É um álbum bastante coeso, com um esqueleto que se desenvolve para vários estilos mas sem nunca perdendo a sua essência misteriosa, soul e sensual! Jamie Woon está de parabéns e esperam-se grandes feitos deste rapaz! Ouçam sem medos e deixem-se encantar!


quinta-feira, 26 de maio de 2011

Discos: Lady Gaga - "Born This Way"

         
           ¶ 5/5

Falar de Lady Gaga pode ser uma tarefa difícil. Sem dúvida um dos maiores fenómenos culturais dos últimos tempos, a cantora de 25 anos oriunda de Nova Iorque vem conquistando novos fãs e batendo recordes a cada dia que passa. Com apenas três anos anos de carreira, Lady Gaga vem lançando vídeos excêntricos capazes de acumular milhões de visualizações em poucas horas. Mas apesar das roupas, das declarações polémicas e de tudo o resto, no fim do dia o que importa é a música. Com apenas um álbum e meio lançando (The Fame e a re-edição The Fame Monster), Gaga precisava de lançar um segundo álbum suficientemente importante e de qualidade para calar quem ainda duvida do seu talento e poder. E é nesses termos que nos chega “Born This Way”.

Lady GaGa rodeou-se dos seus colaboradores de longa data RedOne e Fernando Garibay e com o desconhecido DJ White Shadow para criar um álbum que é um ode aos anos 80 e 90 e que vai buscar alguns elementos de rock e das grandes bandas de heavy metal . O disco abre ao som de “Marry The Night” uma espécie de faixa perdida de Whitney Houston enviada ao espaço e recuperada por Gaga em pleno 2011, rumores dizem que este era para ter sido o primeiro single do disco, antes da criação da música “Born This Way”. E com esta mesma faixa que se segue o disco, pouco há para dizer sobre “Born This Way”, é verdade que soa como Madonna em esteróides, mas no fim do dia é apenas uma grande faixa de tributo aos grandes ícones dos anos 80 e que nos faz ficar felizes e aceitar-nos como somos. Na terceira faixa o disco sofre uma viragem, com os beats de DJ White Shadow e DJ Snake, “Government Hooker” é um dos destaques do disco, uma faixa arrojada, agressiva e com uma letra provocante. “Judas” é a primeira faixa do disco com produção de RedOne (responsável por quase todos os grandes hits de Lady GaGa, desde “Just Dance” até “Alejandro”), uma canção barulhenta e com referências bíblicas e que parece uma evolução de “Bad Romance”, sem dúvida uma das melhores que mais dificuldade se tem de tirar da cabeça. Em “Americano” uma grande canção de techno-mariachi, GaGa canta em espanhol, numa canção monstruosa que parece tirada de uma tourada. Maravilhosa. “Hair” é outra produção de RedOne e a primeira faixa onde aparece um saxofone que dá um toque magistral. “Bloody Mary” é uma música mais calma, quase assustadora, com cantos gregorianos, mas com uma batida poderosa, quase de hip-hop de fundo. “Bad Kids” é irreverente, quase rock no início mas depois vem o synth-pop e tudo muda. Esta é a faixa que Gaga diz ter feito para e pelos seus fãs. “Highway Unicorn (Road To Love)” é libertadora, honesta e tem um instrumental alucinante. Alucinante é também “Heavy Metal Lover” outro dos destaques de “Born This Way” com a voz de Gaga mergulhada na distorção, é sem dúvida a faixa mais sensual do disco.”Electric Chapel” é subtil e electrónica e quase que nos faz lembrar uma faixa de Kylie Minogue. “Yoü and I” é a faixa que destoa do resto do disco, uma balada pop-rock, com sample de “We Will Rock You” dos Queen, e até com guitarra de Brian May, esta faixa é uma das favoritas dos fãs e talvez venha a ser single, mostrando ao grande público que Lady Gaga não é apenas música de dança. “The Edge Of Glory” fecha o disco com chave de ouro, uma balada que se transforma em euro-pop e que fala sobre morte e celebração da vida, é um dos futuros singles e promete unir ainda mais os little monsters. É também em “The Edge of Glory” que o saxfone de Clarence Clemons entra de novo em serviço, criando um momento único e mágico.

Há muito para dizer sobre este disco, a maneira como a cantora o criou, escreveu e produziu, mas o mais importante de tudo é que é um disco único, imperdível e épico e que vai dar muito que falar. E nós só ficamos a querer mais e mais da maior estrela da actualidade!


quarta-feira, 4 de maio de 2011

Discos: Jennifer Lopez - "Love?"

          ¶ 4/5

A diva latina Jennifer Lopez está de regresso com um novo álbum, depois de vários anos de luta para o conseguir lançar. “Love?” é por isso um trabalho especialmente marcante na carreira de Jennifer e também o seu já sétimo disco, numa carreira com mais de dez anos.

O disco foi apresentado pela contagiante “On The Floor” com Pitbull que abre as portas de uma lista de boas canções pop com sabores a r&b, dance e hip-hop. Produzida por RedOne, conhecido pelo seu trabalho com Lady GaGa, “On The Floor” usa um sample da popular lambada para tornar a canção o mais globlal possível. O resultado não poderia ter sido melhor, visto que é o maior hit de Jennifer desde o início da década passada. Segue-se “Good Hit”, uma das faixas mais urbanas do disco e que lembra a “Jenny From The Block”. De seguida temos o segundo single do disco “I’m Into You” com a participação do rapper Lil’ Wayne, uma faixa midtempo, com sabor a ilhas tropicais e que faz lembrar as músicas de Rihanna. “(What Is ) Love?” puxa a cantora para um território mais electro-pop, com uma canção melódica que quase se aproxima de uma balada. “Run The World” é a faixa mais r&b do disco, deliciosa e sem pretensões. “Papi” parece quase uma continuação de “On The Floor”, um club-banger que não deixa ninguém indiferente na pista e que conta com versos em espanhol perto do fim. “Until It Beats No More” é a única balada do disco. “Starting Over”, “Villain” e “One Love” são três faixas melódicas e midtempo que trazem de volta a antiga J-Lo. “Invading My Mind” e “Hypnotico” são dois dos destaques do disco, canções electrizantes, co-produzidas e escritas por Lady GaGa e que gritam por ser singles.

Em suma “Love?” é um excelente disco, com excelentes canções pop com grandes oportunidades de se tornarem hit singles ao redor do mundo. Recomendo vivamente!!!


sexta-feira, 25 de março de 2011

Discos: Cuca Roseta - "Cuca Roseta"

      ¶ 4/5

Cuca Roseta é a nova sensação do fado. Dona de uma voz serena e cristalina e depois de anos de experiência no mundo da música, tendo sido integrante dos Toranja, Cuca decidiu lançar agora o seu álbum homónimo e só nos deixa a pensar o porquê de só agora!

Produzido pelo aclamado Gustava Santaolalla (responsável pelas oscarizadas bandas sonoras de Brokeback Mountain e Babel) o disco de estreia de Cuca Roseta rege-se por um minimalismo e sinceridade que nos remete ao fado mais tradicional. Por vezes carregado de nostalgia, como é o caso de “Porque Voltas de Que Lei” e “Nos Teus Braços”, Cuca canta o fado de uma forma muito acolhedora. Há vezes também onde nos remete até uma tradicional casa de fado, “Marcha de Santo António” e “Homem Português” como se ali estivéssemos a apreciar o seu talento, ao vivo e a cores. É um disco de fado do mais tradicional possível e com uma leveza única.

Imperdível para todos que gostam do nosso fado e também para quem quer conhecer uma voz inesquecível!


segunda-feira, 21 de março de 2011

Discos: Jessie J - "Who You Are"

      ¶ 4/5


Jessica Cornish ou mais conhecida como Jessie J é um dos maiores casos de hype dos últimos tempos no mundo da música. Depois de escrever o hit “Party In The U.S.A” para Miley Cyrus e de ter vencido o cobiçado prémio “BBC Sound Of 2011” ficou nos ouvidos de toda a gente. E não haveria altura melhor do que esta para lançar o seu disco de estreia “Who You Are”.

“Price Tag” com o rapper B.O.B. abre a festa, uma canção anti-materialismo, positiva e com sabor a Verão e já pode ser ouvida um pouco por todo o lado. Esta assim como outras no disco são produzidas por Dr. Luke (Britney Spears, Katy Perry). “Nobody’s Perfect” é a única faixa mais nervosa, a par com o single sujo “Do It Like  A Dude” (inicialmente pensada para Rihanna), são dois dos trunfos do álbum. “Abracadabra” é um pop delicioso e mágico. “Mamma Knows Best” é um soul gritado e arrojado, ao estilo de Christina Aguilera ou Amy Whinehouse. “L.O.V.E. (inicialmente escrita para Alicia Keys) é outra das faixas pop positivas que cabe bem em qualquer filme ou anúncio de televisão. As baladas “Big White Room” e “Who You Are” mostram todo o alcance vocal de Jessie.

No seu todo “Who You Are” é um disco pensado para as rádios, repleto de hits e refrões peganhentos. Jessie J é sem dúvida alguém a manter debaixo de olho. Imperdível este seu disco de estreia!


segunda-feira, 14 de março de 2011

Discos: Enrique Iglesias - "Euphoria"


            ¶¶¶¶¶ 4/5

Tornar-se uma estrela pop pode por vezes ser fácil, basta ter um single orelhudo nas tabelas de vendas. Mas manter-se no topo é talvez o mais difícil de conseguir, mas Enrique Iglesias têm-no conseguido. Ao longo dos últimos dez anos, Enrique tem lançado single de sucesso, atrás de single de sucesso. E com “Euphoria” a tendência não muda, aliás só melhora, visto que este álbum provou ser o mais bem sucedido a nível global de Iglesias nos últimos tempos. Parte desse sucesso vêm do single “I Like It” com o rapper Pitbull, uma música com beat europop que usa um sample de Lionel Richie para agarrar as pistas de dança. Produzida por RedOne (Lady GaGa, Usher) “I Like It” é das músicas mais viciantes lançadas nos últimos tempos. Mas não é só este hit que torna este álbum bilingue tão especial. “Heartbeat” com Nicole Scherzinger é outro dos grandes destaques, uma balada dançante, com um teclado que lembra por vezes Coldplay. “Dirty Dancer” é um r&b dançante em duelo com Usher. “One Day At A Time”  com Akon leva Enrique para ritmos mais exóticos. Mas uma das grandes canções do disco fica para o fecho, “Everything’s Gonna Be Alright” transforma Enrique Iglesias no senhor das pistas de dança, com um ritmo que quase parece saído de uma festa em Ibiza.
Quanto à parte em espanhol do disco Enrique conta com convidados tão ilustres da música latina como Wisin & Yandel ou Juan Luis Guerra.  Regressando um pouco às suas raízes, Enrique mostra que é um artista versátil e que consegue agradar a vários públicos.

“Euphoria” é sem dúvida um disco imperdível que transporta Enrique para junto dos grandes nomes da pop actual.


Discos: Luísa Sobral - "The Cherry On My Cake"


     ¶¶¶¶¶ 5/5

Luísa Sobral iniciou a sua carreira artística no programa de talento “Ídolos”, onde alcançou um honroso terceiro lugar na primeira edição. Daí rumou para os Estados Unidos da América, onde formou a sua identidade musical e ganhou diversos prémios na área do jazz.

“The Cherry On My Cake” é o resultado desse estudo e dessa descoberta e é um disco único no actual panorama musical português. O álbum é composto na sua maioria por temas originals em inglês, tendo apenas três canções em português, “Xico”, “O Engraxador” e “Saiu Para A Rua”, esta última um cover de Rui Veloso. Com uma sonoridade pop-jazz descontraída que se aproxima por vezes do estilo de Norah Jones, Luísa canta com uma aparente ingenuidade e delicadeza que agarram o ouvinte. O single de estreia é o sonhador e quase pueril “Not There Yet”. “Mr&Mrs. Brown” e “Don’t Let Me Down” são outros dos destaques do disco.

No seu todo é um disco de extremo bom gosto, coeso e muito bem produzido que explora um género de música que não é fácil. De destacar ainda pela positiva todo o trabalho de arte e fotografia do disco, simplesmente delicioso. Sem dúvida que este disco é um marco para a música nacional e mostra que Luísa Sobral é a maior revelação de 2011. Um futuro de muito sucesso a nível global adivinha-se… Ouçam e deixem-se encantar por este “The Cherry On My Cake”.


sábado, 12 de março de 2011

Discos: Dulce Maria - "Extranjera - Primera Parte"

¶¶¶ 3/5

Dulce Maria é talvez uma das maiores estrelas latinas dos últimos tempos. Fez parte de uma das bandas de maior sucesso da América do Sul e agora aventura-se a solo com este “Extranjera – Primera Parte”.

Abrindo com “Inevitable”, uma deliciosa faixa de dança completamente irresistível, tanto na sua versão original como em dueto com o português TT. “ Luna” segue a mesma linha, mas com um toque mais pop-rock. De seguida temos “No Se Parece”, uma balada acústica que vai crescendo de intensidade e onde Dulce Maria mostra a sua agradável voz. “Vacaciones” tem um q.b. de música folk, mas não é por isso que deixa de ser uma faixa divertida. Em “Ingenua” o piano está no centro das atenções. “El Hechizo” volta a acelarar o EP, com a sua guitarra eléctrica. A faixa título do álbum, “Extranjera” fecha o disco de forma serena, sem nos deixar grande memória.

No geral “Extranjera – Primera Parte” é um agradável disco de latin-pop, mas por vezes falta-lhe o fôlego. O potencial está lá, como é visto em “Inevitable”. Resta-nos ficar de olho na segunda parte do disco!


quinta-feira, 10 de março de 2011

Discos: Selena Gomez - "A Year Without Rain"



          ¶ 4/5

Selena Gomez é uma das maiores estrelas saídas do lote da Disney. Com uma vida calma e sem escândalos, ao contrário de Miley Cyrus e de Demi Lovato, Selena tem vindo a conquistar fãs de todas as faixas ertárias. Ultimamente ainda tem estado mais nas bocas do mundo pelo de namorar com o cantor sensação Justin Bieber.

Mas o que está aqui em causa é a sua música e o seu segundo álbum com os The Scene. “A Year Without Rain” é um conjunto de brilhantes canções pop influenciadas por vários estilos, desde a dance até ao r&b. O álbum abre com o single “Round & Round”, produzida pelo também cantor Kevin Rudolf, uma faixa electropop com estilo e juventude. Em segundo lugar vem a faixa título do CD, uma balada dançante, madura e quase hipnótica que nos agarra totalmente. Simplesmente maravilhosa. “Rock God” escrita por Katy Perry é arrojada e sensual e “Off The Chain” é uma pérola disco. “Summer’s Not Without You”, conta com a ajuda de RedOne, o hitmaker ao serviço de Lady GaGa, é uma canção de Verão pegajosa. “Intuition” e “Spotligth” são duas músicas mais urban do disco, com rap e reggaeton à mistura. A fechar o disco com chave de ouro temos “Ghost Of You”, “Sick Of You” e “Live Like There’s No Tomorrow”.

Com este álbum Selena Gomez afirma-se como uma força da pop. Rodeada de bons produtores e compositores e de uma voz agradável, Selena sobe os tops do sucesso. E este ano prepara-se para lançar um novo disco, de onde já se pode ouvir o single “Who Says”.


sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Discos: N.E.R.D.- "Nothing"

¶¶¶ 3/5

Os N.E.R.D. estão de volta depois do “Seing Sounds” de 2008. “Nothing” é quarto o disco da carreira dos americanos e o que os volta a apresentar ao mundo. O que há de bom nesta banda é que não se deixam influenciar por modas e seguem o seu próprio caminho, ditando as regras do seu som. Do talento de Pharrell Williams na produção nem precisamos sequer de falar, pois já está mais que provado. Uma mistura de rock, com hip-hop e funk capaz de deixar qualquer um de queixo caído.

“Party People” com o rapper americano T.I. abre o disco. Um funk ao estilo de Michael Jackson e Prince é sem dúvida a melhor maneira de abrir este “Nothing”. “Hipnotize U” é sem sombras de dúvidas a melhor faixa do disco, produzida pelos génios Daft Punk é electrónica no seu melhor e nunca o falsetto de Pharrell Williams soou tão bem. “Help Me” é mais virada para o rock. “Victory” lembra por vezes uma faixa de Cee-Lo Green. Outro dos grandes destaques vai para “Hot’N’Fun”, o dueto com Nelly Furtado é um funk explosivo com um bass line hipnótico e que só tem a ganhar com a voz de Nelly a brilhar no refrão.

Resumindo, este pode não ser o melhor disco que os N.E.R.D. editaram até à data, mas serve para provar que os rapazes estão bem vivos e fazem boa música. Venha o próximo!


quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Discos: James Blake - "James Blake"

3/5

James Blake é uma das promessas da música alternativa britânica para 2011. Com apenas 21 anos, ficou em segundo lugar no cobiçado prémio BBC Sound of 2011. Aliando uma poderosa e fascinante voz soul, reminiscente a Sam Sparro, a batidas electrónicas e dubstep, James Blake transforma este seu álbum de estreia numa verdadeira expriência sonora para os ouvintes. De salientar que todo este álbum foi feito em casa, sendo feito na sua totalidade por James Blake, sem ajuda de terceiros.

O disco abre com “Unluck”, uma viagem alucinante com sintetizadores ao rubro. “The Wilheim Scream” que os mais curiosos já devem ter ouvido por aí é um chill-out cheio de soul. A voz está sempre em destaque, por vezes quase fantasmagórica. Os instrumentais são futuristas e quase de outro mundo. “I Never Learnt To Share” é um exercício acapella, muito bem conseguido. “Lindisfarne I” e Lindisfarne II” são das mais alternativas do disco, minimalistas mesmo. “Limit To Your Love” é um dos singles que apresenta o disco e é um dos destaques. Começa como um soul clássico ao piano que se transforma em dubstep. Arrepiante!

Por vezes lembrando Sam Sparro, por outras o trabalho dos Massive Attack este é um álbum diferente, a ser digerido e descoberto a cada nova audição. Para ouvir sem medos e de mente aberta!


Discos: Taylor Swift - "Speak Now"

          ¶ 4/5

Taylor Swift é um fenómeno, principalmente nos Estados Unidos (a sua terra natal) onde bate recordes de vendas. Com este seu terceiro disco “Speak Now”, conseguiu mesmo a proezo de vender mais de um milhão de cópias na primeira semana.
A receita parece simples e segue a linha do disco anterior, “Fearless”. Melodias orelhudas, refrões que ficam na cabeça, letras sinceras e honestas escritas pela própria e uma imagem angelical que qualquer rapariga se pode identificar. A verdade é que Taylor é de facto talentosa, tocando vários instrumentos e as suas letras são na maioria histórias pelas quais ela passou.

“Speak Now” começa com “Mine”, o single de apresentação do disco que retata a história de um jovem casal e todas as dificuldades no seu relacionamento mas que no fim são ultrapassadas com o amor. Podemos chamar a esta faixa a versão realista do seu êxito mundial “Love Story”. “Sparks Fly” mistura o melhor do country norte-americano com o melhor de uma boa canção pop e tem tudo para ser um grande êxito. “Back To December” já é single e é uma balada metafórica que compara uma relação com o mês frio de Dezembro. “Dear John” é supostamente sobre o seu fugaz relacionamento com o cantor John Mayer, é triste e extremamente honesta. Mas um dos destaques do disco vai para “The Story Of Us” onde Taylor Swift entra no pop/rock ao estilo de Kelly Clarkson e Miley Cyrus e prova que é mais do que apenas uma mera cantora de country. Aposto nesta música para futuro single. “Mean” é peculiar devido ao seu instrumental e fala sobre um rapaz maldoso. Quanto ao resto do álbum é um conjunto coeso de canções pop/country com sentimento, acompanhadas de uma voz melodiosa e de bons arranjos.

Taylor Swift é neste momento a maior embaixadora internacional do country americano e não posso deixar de recomendar os seus discos, pois são imperdíveis!


quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Discos: Cut Copy - "Zonoscope"












                                                                             3/5

Os australianos Cut Copy estão de volta com um novo disco, intitulado “Zonoscope”. Depois do sucesso de “In Ghost Colours” a banda de Melbourne quer provar que não é só uma moda passageira. Na capa criada pelo japonês Tsunehisa Kimura vemos uma Nova Iorque catastrófica, mas essa imagem está muito longe da essência do disco. “Zonoscope” tem canções doces, alegres e melodiosas, algumas mesmo com sabor a Verão. O single ferveroso  “Need You Now” (não é um cover dos Lady Antebellum!) abre o disco e é uma verdadeira festa electropop com os sintetizadores afinados. “Take Me Over”, outro dos singles de apresentação do disco e “Where I’m Going” seguem a mesma linha. Em “Pharaophs & Pyramids” as coisas acalmam, sendo esta uma faixa mais orgânica do disco. Mas em “Blink And You’ll Miss A Revolution” voltam os sintetizadores e o revivalismo à anos 80. “This Is All We’ve Got” faz um uso mais forte da bateria e em “Hanging Onto Every Hearbeat” Dan Whitford usa o seu falsetto para constratar com a deliciosa electrónica.

No seu todo este é um disco coeso e agradável que prova que os Cut Copy são uma banda australiana (ou não fosse a Austrália mãe de muitas boas bandas dos últimos anos, como é o caso dos Empire Of The Sun) que pretende manter-se activa por muitos e bons anos.


terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Discos: "Never Say Never - The Remixes"

           ¶¶¶¶ 3/5

Nestes últimos tempos, Justin Bieber é uma das estrelas maiores na constelação da pop e sem dúvida o rei dos teenagers. A sua popularidade está tão em alta que o rapaz com apenas 16 anos tem já um filme nos cinemas sobre a sua vida (a estrear em  breve em Portugal). A propósito desse filme vem o disco “Never Say Never – The Remixes”, um pequeno EP com 7 faixas no qual vemos Justin a explorar novos caminhos com artistas de grande renome internacional.

O disco abre com “Never Say Never”, um r&b rápido e forte em dueto com Jaden Smith (outra estrela de palmo e meio, filho de Will Smith). A segunda faixa é um dos destaques do disco, “Stuck In The Moment” que transforma a balada juvenil num clássico r&b dos nos 90 e conta ainda com um rap de Tyga. Logo a seguir vem o já enorme sucesso “Somebody To Love”, no qual Justin divide o estrelato com o seu mentor Usher. Segue-se “Up” com Chris Brown e “Overboard” ao vivo com Miley Cyrus. “Born Somebody” é o único original do disco, escrita e composta por Diane Warren, responsável por temas de Whitney Houston ou Cher. Mas o maior destaque do disco vai para o remix de Kanye West da faixa “Runway Love”. Nesta faixa vemos como Justin pode crescer e se tornar um artista interessantíssimo, ao cruzar o pop doce e juvenil com o hip-hop forte, de rua.

Com este disco, Justin Bieber prova que veio para ficar e que o futuro é um grande incógnita quanto à sua direcção musical, visto que o jovem se dá bem em vários territórios. Uma coisa não há dúvida, vai sempre ter sucesso!