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quarta-feira, 2 de junho de 2010

Cinema: Príncipe da Pérsia - As Areias do Tempo

Título Original: Prince of Persia: The Sands of Time
Realizador: Mike Newell
Argumento: Boaz Yakin, Doug Miro e Carlo Bernard
País: E.U.A (2010)

Sinopse: 
Um príncipe trapaceiro une forças, contra a sua vontade, com uma misteriosa princesa e, juntos, irão enfrentar as forças do mal para proteger uma antiga insígnia capaz de libertar as areias do tempo - um presente dos deuses com o poder de voltar atrás no tempo que dará a quem o possuir a capacidade de dominar o mundo…

Crítica: 
Na tentativa de arranjar um substituo à saga familiar de Piratas das Caraíbas, surge-nos este Príncipe da Pérsia – As Areias do Tempo. Na realidade existem bastantes pontos em comum entre estes dois filmes da Disney. A diferença é que um tem a temática dos piratas e outro a temática do mundo das arábias. Mas estes pontos em comum não são de estranhar visto o produtor de ambos ser Jerry Bruckheimer.
Inspirado no jogo com o mesmo titulo este filme não desilude e mantém a fasquia de qualidade do videojogo, que foi um marco na história dos videojogos. Alguns movimentos acrobáticos executados pelo príncipe vêm mesmo do jogo.
Prince of Persia é por isso um filme original, divertido, carregado de acção e humor e sem momentos mortos. Agarra o espectador ao ecrã do princípio ao fim. Jake Gyllenhaal está bastante bem no seu papel, assim como Gemma Arterton como protagonista feminina.
Apesar do final não ter sido completamente do meu agrado fiquei fã e desejo sinceramente que haja um segundo filme e bem rápido! Se querem divertir-se sem preocupações e gostam de um filme para todas as idades, vejam Príncipe da Pérsia – As Areias do Tempo num grande ecrã de cinema. Vale a pena!

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Cinema: Robin Hood





Realização: Ridley Scott

Argumento: Brian Helgeland

Ano: 2010 (E.U.A/Grã-Bretanha)

“A história do herói cuja bravura perdurou na mitologia popular incendiando a imaginação daqueles que partilham do seu espírito de aventura e justiça. Na Inglaterra do século XIII, Robin (Russel Crowe) e o seu grupo de saqueadores combatem a corrupção numa pequena cidade desafiando a Coroa a rectificar o balanço de poder entre o Rei e os seus subordinados. Tendo como aliada uma mulher determinada, Lady Marian (Cate Blanchett), um homem de origens humildes, seja ele um herói ou um fora-da-lei, irá torna-se num símbolo eterno de liberdade para o seu povo.”

Pelas mãos de Ridley Scott chega-nos mais uma versão da lenda de Robin Hood, o fora-da-lei. Mas a diferença está que esta não é a história básica e comum a que estamos acostumados, mas sim a origem da lenda. Neste filme mostra-nos como um arqueiro do rei Ricardo se torna um fora-de-lei, perseguido pelos seus compatriotas.

Devo dizer que as minhas expectativas não eram as melhores para este filme, mas acabei por sair satisfeito da sala de cinema. O filme tem vários ingredientes para agradar a um vasto público, desde momentos de humor, acção, história e personagens carismáticas. De facto Cate Blanchett e Russel Crowe são os alicerces deste filme. Tanto um como outro dão imenso de si a este tipo de personagens históricas, às quais já estão habituados e neste filme isso nota-se. Ridley Scott volta também a mostrar as suas habilidades como realizador, não desapontando.

O filme está de certa forma, divido em duas partes. Na primeira somos apresentados às personagens e percebemos as suas origens e motivações e devo confessar que achei a primeira hora do filme um pouco parada e maçuda. No entanto, na segunda parte assistimos a um crescendo de acção e já estamos tão agarrados às personagens e à história que esquecemos de certa forma os momentos mais exaustivos. Não é filme pequeno, tem cerca de duas horas e meia, e penso que talvez ganhasse um pouco mais se fosse um pouco mais curto. Tem algumas cenas de violência, mas nada de extraordinário. E um dos pontos fortes é sem dúvida a belíssima fotografia.

No geral e apesar de não ser o maior filme destes filmes históricos, gostei imenso de assistir a esta obra de Ridley Scott e conhecer as origens de uma lenda folclórica que faz parte do nosso imaginário desde a infância. Sem dúvida um filme que agrada a toda a família.