sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

N.E.R.D. - Hypnotize U

Discos: N.E.R.D.- "Nothing"

¶¶¶ 3/5

Os N.E.R.D. estão de volta depois do “Seing Sounds” de 2008. “Nothing” é quarto o disco da carreira dos americanos e o que os volta a apresentar ao mundo. O que há de bom nesta banda é que não se deixam influenciar por modas e seguem o seu próprio caminho, ditando as regras do seu som. Do talento de Pharrell Williams na produção nem precisamos sequer de falar, pois já está mais que provado. Uma mistura de rock, com hip-hop e funk capaz de deixar qualquer um de queixo caído.

“Party People” com o rapper americano T.I. abre o disco. Um funk ao estilo de Michael Jackson e Prince é sem dúvida a melhor maneira de abrir este “Nothing”. “Hipnotize U” é sem sombras de dúvidas a melhor faixa do disco, produzida pelos génios Daft Punk é electrónica no seu melhor e nunca o falsetto de Pharrell Williams soou tão bem. “Help Me” é mais virada para o rock. “Victory” lembra por vezes uma faixa de Cee-Lo Green. Outro dos grandes destaques vai para “Hot’N’Fun”, o dueto com Nelly Furtado é um funk explosivo com um bass line hipnótico e que só tem a ganhar com a voz de Nelly a brilhar no refrão.

Resumindo, este pode não ser o melhor disco que os N.E.R.D. editaram até à data, mas serve para provar que os rapazes estão bem vivos e fazem boa música. Venha o próximo!


quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

James Blake - Limit To Your Love

Discos: James Blake - "James Blake"

3/5

James Blake é uma das promessas da música alternativa britânica para 2011. Com apenas 21 anos, ficou em segundo lugar no cobiçado prémio BBC Sound of 2011. Aliando uma poderosa e fascinante voz soul, reminiscente a Sam Sparro, a batidas electrónicas e dubstep, James Blake transforma este seu álbum de estreia numa verdadeira expriência sonora para os ouvintes. De salientar que todo este álbum foi feito em casa, sendo feito na sua totalidade por James Blake, sem ajuda de terceiros.

O disco abre com “Unluck”, uma viagem alucinante com sintetizadores ao rubro. “The Wilheim Scream” que os mais curiosos já devem ter ouvido por aí é um chill-out cheio de soul. A voz está sempre em destaque, por vezes quase fantasmagórica. Os instrumentais são futuristas e quase de outro mundo. “I Never Learnt To Share” é um exercício acapella, muito bem conseguido. “Lindisfarne I” e Lindisfarne II” são das mais alternativas do disco, minimalistas mesmo. “Limit To Your Love” é um dos singles que apresenta o disco e é um dos destaques. Começa como um soul clássico ao piano que se transforma em dubstep. Arrepiante!

Por vezes lembrando Sam Sparro, por outras o trabalho dos Massive Attack este é um álbum diferente, a ser digerido e descoberto a cada nova audição. Para ouvir sem medos e de mente aberta!


Taylor Swift - Back To December

Discos: Taylor Swift - "Speak Now"

          ¶ 4/5

Taylor Swift é um fenómeno, principalmente nos Estados Unidos (a sua terra natal) onde bate recordes de vendas. Com este seu terceiro disco “Speak Now”, conseguiu mesmo a proezo de vender mais de um milhão de cópias na primeira semana.
A receita parece simples e segue a linha do disco anterior, “Fearless”. Melodias orelhudas, refrões que ficam na cabeça, letras sinceras e honestas escritas pela própria e uma imagem angelical que qualquer rapariga se pode identificar. A verdade é que Taylor é de facto talentosa, tocando vários instrumentos e as suas letras são na maioria histórias pelas quais ela passou.

“Speak Now” começa com “Mine”, o single de apresentação do disco que retata a história de um jovem casal e todas as dificuldades no seu relacionamento mas que no fim são ultrapassadas com o amor. Podemos chamar a esta faixa a versão realista do seu êxito mundial “Love Story”. “Sparks Fly” mistura o melhor do country norte-americano com o melhor de uma boa canção pop e tem tudo para ser um grande êxito. “Back To December” já é single e é uma balada metafórica que compara uma relação com o mês frio de Dezembro. “Dear John” é supostamente sobre o seu fugaz relacionamento com o cantor John Mayer, é triste e extremamente honesta. Mas um dos destaques do disco vai para “The Story Of Us” onde Taylor Swift entra no pop/rock ao estilo de Kelly Clarkson e Miley Cyrus e prova que é mais do que apenas uma mera cantora de country. Aposto nesta música para futuro single. “Mean” é peculiar devido ao seu instrumental e fala sobre um rapaz maldoso. Quanto ao resto do álbum é um conjunto coeso de canções pop/country com sentimento, acompanhadas de uma voz melodiosa e de bons arranjos.

Taylor Swift é neste momento a maior embaixadora internacional do country americano e não posso deixar de recomendar os seus discos, pois são imperdíveis!