quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Discos: James Blake - "James Blake"

3/5

James Blake é uma das promessas da música alternativa britânica para 2011. Com apenas 21 anos, ficou em segundo lugar no cobiçado prémio BBC Sound of 2011. Aliando uma poderosa e fascinante voz soul, reminiscente a Sam Sparro, a batidas electrónicas e dubstep, James Blake transforma este seu álbum de estreia numa verdadeira expriência sonora para os ouvintes. De salientar que todo este álbum foi feito em casa, sendo feito na sua totalidade por James Blake, sem ajuda de terceiros.

O disco abre com “Unluck”, uma viagem alucinante com sintetizadores ao rubro. “The Wilheim Scream” que os mais curiosos já devem ter ouvido por aí é um chill-out cheio de soul. A voz está sempre em destaque, por vezes quase fantasmagórica. Os instrumentais são futuristas e quase de outro mundo. “I Never Learnt To Share” é um exercício acapella, muito bem conseguido. “Lindisfarne I” e Lindisfarne II” são das mais alternativas do disco, minimalistas mesmo. “Limit To Your Love” é um dos singles que apresenta o disco e é um dos destaques. Começa como um soul clássico ao piano que se transforma em dubstep. Arrepiante!

Por vezes lembrando Sam Sparro, por outras o trabalho dos Massive Attack este é um álbum diferente, a ser digerido e descoberto a cada nova audição. Para ouvir sem medos e de mente aberta!


Taylor Swift - Back To December

Discos: Taylor Swift - "Speak Now"

          ¶ 4/5

Taylor Swift é um fenómeno, principalmente nos Estados Unidos (a sua terra natal) onde bate recordes de vendas. Com este seu terceiro disco “Speak Now”, conseguiu mesmo a proezo de vender mais de um milhão de cópias na primeira semana.
A receita parece simples e segue a linha do disco anterior, “Fearless”. Melodias orelhudas, refrões que ficam na cabeça, letras sinceras e honestas escritas pela própria e uma imagem angelical que qualquer rapariga se pode identificar. A verdade é que Taylor é de facto talentosa, tocando vários instrumentos e as suas letras são na maioria histórias pelas quais ela passou.

“Speak Now” começa com “Mine”, o single de apresentação do disco que retata a história de um jovem casal e todas as dificuldades no seu relacionamento mas que no fim são ultrapassadas com o amor. Podemos chamar a esta faixa a versão realista do seu êxito mundial “Love Story”. “Sparks Fly” mistura o melhor do country norte-americano com o melhor de uma boa canção pop e tem tudo para ser um grande êxito. “Back To December” já é single e é uma balada metafórica que compara uma relação com o mês frio de Dezembro. “Dear John” é supostamente sobre o seu fugaz relacionamento com o cantor John Mayer, é triste e extremamente honesta. Mas um dos destaques do disco vai para “The Story Of Us” onde Taylor Swift entra no pop/rock ao estilo de Kelly Clarkson e Miley Cyrus e prova que é mais do que apenas uma mera cantora de country. Aposto nesta música para futuro single. “Mean” é peculiar devido ao seu instrumental e fala sobre um rapaz maldoso. Quanto ao resto do álbum é um conjunto coeso de canções pop/country com sentimento, acompanhadas de uma voz melodiosa e de bons arranjos.

Taylor Swift é neste momento a maior embaixadora internacional do country americano e não posso deixar de recomendar os seus discos, pois são imperdíveis!


quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Resultado Passatempo "Evernight"

A vencedora foi Carina Bota com a crítica do livro "O Rapaz de Olhos Azuis" de Joane Harris. Irei publicar a sua crítica em breve. Obrigado a todos os que participaram e estejam atentos a futuros passatempos.

Cut Copy - Need You Now

Discos: Cut Copy - "Zonoscope"












                                                                             3/5

Os australianos Cut Copy estão de volta com um novo disco, intitulado “Zonoscope”. Depois do sucesso de “In Ghost Colours” a banda de Melbourne quer provar que não é só uma moda passageira. Na capa criada pelo japonês Tsunehisa Kimura vemos uma Nova Iorque catastrófica, mas essa imagem está muito longe da essência do disco. “Zonoscope” tem canções doces, alegres e melodiosas, algumas mesmo com sabor a Verão. O single ferveroso  “Need You Now” (não é um cover dos Lady Antebellum!) abre o disco e é uma verdadeira festa electropop com os sintetizadores afinados. “Take Me Over”, outro dos singles de apresentação do disco e “Where I’m Going” seguem a mesma linha. Em “Pharaophs & Pyramids” as coisas acalmam, sendo esta uma faixa mais orgânica do disco. Mas em “Blink And You’ll Miss A Revolution” voltam os sintetizadores e o revivalismo à anos 80. “This Is All We’ve Got” faz um uso mais forte da bateria e em “Hanging Onto Every Hearbeat” Dan Whitford usa o seu falsetto para constratar com a deliciosa electrónica.

No seu todo este é um disco coeso e agradável que prova que os Cut Copy são uma banda australiana (ou não fosse a Austrália mãe de muitas boas bandas dos últimos anos, como é o caso dos Empire Of The Sun) que pretende manter-se activa por muitos e bons anos.