sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Robyn 'Dancehall Queen'

Discos: Robyn - Body Talk Pt1




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Robyn é sueca. Robyn é uma das mais talentosas cantoras da pop electrónica da actualidade. Infelizmente, Robyn ainda não tem o reconhecimento que realmente merece. Mas isso deve mudar num futuro próximo, visto que a cantora tem uma visão muito própria da forma de gerir a sua carreira e a sua música. No ano de 2010, Robyn surge com um projecto bastante ambicioso, chamado Body Talk e que consiste no lançamento de três álbuns. Uma maneira de compensar os fãs pelo facto de não lançar nada desde 2005, altura do lançamento do disco Robyn.

Comecemos então pelo Body Talk  Pt1. O disco abre com Don’t Fucking Tell Me What To Do, uma canção falada, cheia de atitude e agressiva e que se torna uma expriência sonora fora do normal. Nesta música Robyn desabafa quão farta está de ser controlada e da forma como a indústria da música a tratou. Sem dúvida uma das melhores do disco. Logo a seguir temos Fembot, um pop-electro divertido, no qual a sueca se retrata como uma andróide feminina. Dancing On My Own, foi o primeiro avanço desta primeira parte, uma balada electrónica, melancólica e que explode perto do fim e que remete a With Every Heartbeat, um dos maiores sucessos da carreira de Robyn. Músicas como esta são a especialidade de Robyn. Cry When You Get Older segue na linha de Fembot, com os vocais da loura a competir com os sintetizadores  nostálgicos. Dancehall Queen é produzida por Diplo e é traz-nos uma sonoridade das ilhas, sem dúvida um grande avanço e risco mas que no fim acaba por compensar e se destacar no álbum. None Of Dem é uma parceria com os Röyksopp e é outro dos grandes destaques. Forte, agressiva, exótica e misteriosa é uma faixa cheia de potencial para as pistas e que mostra como Robyn é uma das artistas mais interessantes da actualidade. O disco fecha com uma versão acústica de Hang With Me, que veio a ser o segundo single do Body Talk Pt2 e uma música em sueco, a língua mãe de Robyn. São duas faixas interessantes mas que não chegam perto do brilhantismo de tudo o resto.

Body Talk Pt1 é um dos melhores disco do ano e deixa antever uma segunda parte que veio a ser tão ou mais explosiva quanto esta. Imperdível!


quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Kanye West - POWER

Discos: Kanye West - My Beautiful Dark Twisted Fantasy

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My Beautiful Dark Twisted Fantasy é o mais recente álbum de Kanye West, o quinto da sua carreira. Abandonando a electrónica predominante do último disco, Kanye West volta às suas raízes e cria um álbum conceptual e verdadeiramente estrondoso. Com convidados tão célebres quanto Jay-Z, Elton John, Nicki Minaj ou Rick Ross, West aposta em melodias alternativas para criar músicas longas e épicas.

O disco abre ao som de Dark Fantasy, que nos prepara suavemente para uma verdadeira sucessão de verdadeiras pérolas. Gorgeous com a participação de Kid Cudi tem uma pegada rock e é divertida quanto baste. POWER é verdadeiramente poderosa e mostra porque Kanye West é considerado um génio. All Of The Lights é talvez a melhor faixa do disco, épica e melódica, com uma lista de convidados infindáveis que vai desde Fergie a Rihanna, passando por Alicia Keys e Elton John.  É uma das músicas do álbum com mais potencial para se tornar hit e sem dúvida uma das mais pop. Monster é uma extravagância de rap, com Nicki Minaj a roubar o spotlight a Jay-Z, Rick Ross e ao próprio Kanye West. Versos fortes, uma produção impecável e está criado o monstro do disco.

O resto do disco sucede-se naturalmente, com as faixas a deixarem-nos a sensação de que West consegue sempre elevar a sua qualidade. Até chegarmos a Runaway, a música que deu título ao mini filme de trinta e cinco minutos que Kanye fez para promover o disco e o single. Runaway é nostálgica, é melódica e nela encontra-mos uma Kanye West a pedir para que se brinde aos ignorantes e afins. Destaque também para Lost In The World que começa de uma forma estranha e depois explode numa efervescência de sintetizadores.

Há muito para descobrir neste My Beautiful Dark Twisted Fantasy e a cada audição é uma experiência alucinante. Apesar de todos os escândalos e um ego gigantesco, Kanye West conseguiu criar um disco que marca sem dúvida a sua carreira e o ano de 2010.


terça-feira, 30 de novembro de 2010

Nelly Furtado - Night Is Young

Discos: The Best Of - Nelly Furtado

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Nelly Furtado é uma das mais singulares e versáteis estrelas pop desta década. Os seus discos têm sido todos diferentes e as suas parcerias vão de Juanes a Timbaland. Por isso, findada a década viu-se a necessidade de lançar um The Best Of, e esta colectânea é sem dúvida um disco mais que obrigatório para qualquer amante de música pop.

Começando com as canções leves e ensolaradas de “Whoa, Nelly!”, Nelly mostrava uma voz diferente que desde logo conquistou a crítica e os ouvintes. Singles como “I’m Like A Bird”, “Turn Off The Light” e “Shit On The Radio (Remember The Days” tocaram até à exaustão nas rádios de todo o mundo, e este disco valeu à luso-canadiana um Grammy. Depois seguimos para a era “Folklore” onde Nelly exprimentou novos sons muito centrados na folk. O disco não foi um sucesso tão grande como o anterior mas rendeu singles interessantes como “Try” e “Powerless” para além do muito tocado em Portugal “Força” que nos recorda o Europeu de 2004. Alguns anos depois, Nelly jogou todas as suas cartas e mudou a sua carreira totalmente, tornando-se numa das maiores estrelas da pop. Juntando-se a Timbaland criou Loose, um disco intemporal de r&b e pop, que vendeu quase dez milhões de cópias e lançou quase uma mão cheia de hit singles. Destaque para “Promiscuous” e “Say It Right”. Alcançando o sucesso planetário há muito desejado, Nelly Furtado pôde fazer o que lhe apeteceu, e por isso lançou “Mi Plan” o primeiro disco da sua carreira em espanhol, mostrando uma versatilidade enorme no meio de tantas outras estrelas que repetem as receitas de sucesso vezes e vezes sem conta.

Pelo meio de todas estas aventuras musicais, Nelly ainda teve oportunidade de colaborar com Juanes, James Morrisson , Tiësto, entre outros, criando um leque variadíssimo de hits mundiais de vários géneros.

Como prenda para quem acompanhou a carreira de Nelly Furtado ao longo dos anos, a artista incluiu neste The Best Of três novas canções. A dançável e electrónica “Night Is Young”, a balada “Stars”, que vai muita na linha da sua “In God’s Hands”. E por último “Girlfriend In The City”, uma faixa algo alternativa, interessante e diferente, que mostra que Nelly Furtado ainda tem muito para dar musicalmente.

O futuro apresenta-se bastante promissor para Nelly Furtado nesta nova década. Resumir uma carreira tão versátil num só disco era uma tarefa difícil, mas a tarefa foi cumprida na perfeição. Um disco maravilhoso!

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Cinema: Harry Potter e os Talismãs da Morte: Parte 1

Titulo Original: Harry Potter and the Deathly Hallows: Part 1
Realizador: David Yates
Argumento: Steve Kloves
Ano: 2010 (E.U.A./Reino Unido)

Sinopse: A Parte 1 do Capítulo Final começa com Harry, Ron e Hermione a tentarem descobrir e destruir o segredo da imortalidade de Voldemort - o Horcruxes. Sem a ajuda dos professores ou a protecção de Dumbledore, os três amigos têm de ficar juntos agora, mais do que nunca. Mas os inimigos aproximam-se... Entretanto, o mundo dos feiticeiros tornou-se um lugar perigoso para todos os que estão contra Voldemort. E os aliados deste continuam a querer o prémio mais desejado: Harry Potter. Este tem de ser entregue a Voldemort... vivo. A única esperança de Potter é encontrar o Horcruxes antes que Voldemort o encontre a ele. Mas enquanto procura por pistas, ele descobre uma lenda muito antiga - a lenda dos Talismãs da Morte. E se esta for verdadeira, pode dar a Voldemort o poder de que ele precisa... 

Crítica: Os filmes da saga Harry Potter têm conseguido impor-se de uma forma extremamente grandiosa, sendo quase tão populares como os seus livros e conseguindo agradar aos exigentes fãs das aventuras do jovem feiticeiro. Neste sétimo filme, os fãs podem ficar descansados que vão ter tudo e mais alguma coisa que podiam esperar num filme de Harry Potter. Os ambientes são soturnos e negros, tal como o livro em que é baseado. As prestações dos actores estão cada vez melhor e mais convincentes. Quem também está de parabéns para além do realizador e dos actores é o português Eduardo Serra que ficou responsável pela magnífica fotografia do filme. É por estes motivos e muitos outros um filme imperdível neste fim-de-ano. A nostalgia já começa a dar sinais de vida e tenho a certeza absoluta que a parte 2 vai ser o filme de 2011.